Sunday, December 14, 2008

A travessia de Goyas - parte dois.

...E assim o Sumo-Broder encerrava mais um de seus sermões sobre a importancia da preza:
"Um príncipe,antes de tudo, paga pau pra natu."
Cavalgava, então, lombrástica comitiva, rumo ao posto avançado leste comandando pelo afamado Marcel de Feiobraga, o Bragueto. Para o Sumo-Broder, este pedal estava tretado desde o começo.
-Sinto uma vaibe intensa, disse ele.
-Érdes burro, das antigas ja se está ligado que vaibe nao rola, o que rola é um agito e às vezes tua mãe, com uma galera em cima.
E todos riram, pois viram que Goyas era mala.
-Ficarei de boa em honra ao teu pai, que me tinha por preza.
-Achardes que meu pai era mais passado que eu?
-Te digo numa nice pois sirvo à quadra dos da Oito desde o tempo do "Cerco ao Negotora": teu pai era o passado mais das anta.
Mas que Goyas já era mais não ouvir, pois já pedia em voz alta:
-Levai um Led!
E numa velô cabu, o fundão respondeu com:

"Eu me fudi/
Mexendo com mulher/
E agora quebro uma/
Em nome da moral"


E isso agradou Goyas assim como alegrava secretamente o grande de boa que era seu pai. Em seu íntimo, botava fé em serdes do pai a lata.
-"É de boa ser eu, nesses dias em que tudo é paia mesmo nao tendo maior data que nao mando".
"Ter fé na fissa é o que te faz de rocha", disse de forma paternal o Sumo-Broder, ainda emocionado com a lembrança do led predileto de Rodriguinho da 8.
"Pois a vida do babaca é atribulada", completou Goyas os famosos versos.

Tuesday, October 21, 2008

Notícias Científicas #1

O Departamento de Palas e Paleontologia da Unb (DEPAPAU) confirmou na ultima segunda-feira (dia 20/10/08) que seus pesquisadores de campo fizeram uma descoberta escrota no sítio arqueológico da Park Way: um esqueleto completo de DESNECESSAURO, o mais deprimente gigante a povoar as savanas entrequadrianas do DF pré-histórico (mais especificamente, do período PALHOZÓICO).
No mês de outubro, os pesquisadores do DEPAPAU se embrenharam nas densas florestas do Park Way em busca de evidências da existência do VELOCIRRATO, dinossauro comédia que segundo teorias modernas saía vazado quando o PTEROGATO aparecia. “Não deu muito certo, já que o velocirrato não andava de galera e volta e meia aparecia atazanando de walk machine. Não sabemos de que Quadra ele era”, relata o arqueólogo e mão-de-cola Dr. CPI das Bicicletas.
No entanto, quando estavam prestes a levantar acampamento e rumar para a Chapada, onde havia mais esperanças de se encontrar pelo menos um visu mais maneiro, a equipe se reuniu para acender uma tocha de tchose e acabou ficando de cara. Segundo o Dr. Bicicletas, “Assim que acendemos o tracejante, vi um cara diferente na rodinha contestando a LEI DO SENTIDO HORÁRIO. Era o esqueleto”.
Esta descoberta histórica ajuda a entender o comportamento do elusivo espécime. As antigas teorias das antigas de que o DESNECESSAURO ficava de bobeira nos parquinhos das quadras olhando os outros dinossauros fazerem suas séries de barras e paralelas confirmou-se pelo estado em que o esqueleto foi encontrado: “só a caveira, magro pra cacete”, explica o Dr. CPI. Existe também a possibilidade de que o DESNECESSAURO na verdade estivesse azarando um tchose na maioria das vezes, como indicam estudos da Universidade Rural do Parquinho Atrás do Beirute Sul.
Controverso ou não, o esqueleto estará exposto para a visitação da comunidade canabista na ala ‘Bote Um’ do Babaquário Central da UnB apartir da semana que vem. Não deixe de levar as crianças e a seda!

Tuesday, July 22, 2008

CELEBRITY PROFILE: GENERAL Charles DeGallera

1-) Maiores Manhas:
1.1 - É reconhecido como o inventor da Crocodilagem. Antes de sua intervenção nas ruas da pólis, tudo era resolvido no mano-a-mano. Talvez pareça ridículo para o cidadão do DF ATUAL, mas durante os faites de rua, os camponeses do DF MEDIEVAL se reuniam ao redor do imbrólio apenas para admirá-lo como evento e não para espancar um dos dois (ou ambos) querelantes, como orgulhosamente fazemos hoje em dia (deve-se entender que este comportamento primitivo de contemplação tinha sua raiz em um sistema educacional deficiente e a total ausência de saneamento básico).
1.2 - Também foi o fundador da PASTORAL DA CRIACA, conhecida por todo DF MUNDIAL como a maior produtora de barracos desde a falência da CIMFEL e o fim do governo Roriz. Esta importante instituição, ainda nos dias atuais, jaz sobre o mais cabuloso ensinamento de nosso querido General: “Diante de todo e qualquer panqueide, o homem justo deve deixar pelo menos um croque antes de prosseguir”.
1.3 - Foi recentemente imortalizado pela Academia Brasileira de Tretas.
1.4 - Autor da obra literária “QUO VARDES”, onde esmiúça as regras de etiqueta da Crocodilagem.
1.5 - A expressão “de galera”, que significa “em grande número” ou “em condições de muvuca” foi cunhada a partir de seu nome.

2-) Maiores Vacilos:
2.1 - Responsável indireto pela revolta popular conhecida como MALACAIAGEM, na qual pancadachins, maloqueiros, bate-bolas e vários usuários de abadás residentes no grande globo retangular se uniram em prol de um ideal inalcançável: estabelecer o direito de todo cidadão livre de levar pelo menos um mini-cacete na frente da namorada.
2.2 - Criador do Teste do Bifômetro, que devido a seu caráter polêmico, só foi instituído recentemente. Sua função é avaliar a capacidade de direção automobilística da vítima de lesão corporal seguida de pisoteamento.

3-)Descendentes:
3.1 - O sociólogo BATINHO, nosso eterno pancadachim da paz.
3.2 - Uma galera aí.


4-) Legado:
4.1 - Seus discípulos continuam a aplicar os ensinamentos do grande mestre em confrontos atuais, nos quais conceitos complexos como a Recrocodilagem e o Soco Obrigatório surgiram.

5-) Vítimas Recorrentes:
5.1 - Traumaturgo Craniano, famoso apanhão do lago sul e ex-aluno da escola americana.
5.2 - Saulo de Pancadas, autor de “Eu bato, tu bates, eles me batem”.
5.3 - Santa Ripa de Cássia, padroeira dos otários que encaram maloqueiros sem querer.


6-)Curiosidades:
Você sabia que Charles de Gallera concebeu a crocodilagem enquanto tomava banho no chuveirinho da piscina de ondas? Vira dois garotos brigando por segundos a fio e, entediado com o desenrolar do embate, saiu gritando “É RECA! É RECA!”. Todos os transeuntes o seguiram e ajudaram o infante com menos cara de otário a descer a lenha em seu inimigo.

7-) Grandes Frases e Citações:
7.1 - “Foda-te se está morto, vou dar pelo menos o meu”
7.2 - “Não é pra mim, é pra uma galera aí”
7.3 - “Quando um não quer, dois não brigam, mas vão acabar apanhando dos outros sessenta”
7.4. - “Toma partido ou bate nos dois”

GLOSSÁRIO:
Apanhão: Aquele que insiste em ter um cacete arriado sobre si mesmo.
Recrocodilagem: Prática que consiste na aplicação da crocodilagem sobre jacarés ou crocodilos, muito comum no Pantanal Medieval e no Viveiro dos Répteis de Cauda Longa e Pavio Curto do Zoológico de Brasília.
Soco Obrigatório, lei do: Uma variação da lei do Soco Único (ver “Agressão Física Sofrida em Praça Pública: Acho Maneiro”, de Brigas Luna. Capítulo 2, página 35, Editora dos Faites).

Sunday, June 17, 2007

O SHAPE DO MUNDO

O anteriormente citado filósofo Paredes é conhecido por seus axiomas, paradigmas e bucetismos que agitaram altos corres nos esquemas bombantes do hoje moderno e tipo assim mais nada tou de boa, mas poucos historiadores citam um de seus postulados mais curiosos: ‘O 122 DO TEMPO’. É uma obra cabeçuda como poucas e só bate depois de duas tesourinhas na contra-mão, diz a lenda. Teria sido escrita à feita de uma viagem física do filósofo (pois de tchose, ninguém teve as manhas de catalogar) para os picos mais distantes da Asa Sul, supostamente em busca de um povo CLÁSSICO que teria colonizado a comercial da 414 e construído a confeitaria COLUMBO em um dia de larica: os PAIAS (Nota do Editor: não confundir com os MALAS, etnia mais clássica ainda que anos depois colonizaria o DF MUNDIAL), a grande civilização PRÉ-COLUMBOIANA do Plano Piloto e primeira nação rubro-negra a arriscar uma palinha de ‘faroeste caboclo’ em público sem cagar pau para o vexa.
Historiadores vacilões entram numas de questionar os motivos filosóficos da peregrinação do véi Paredes até a COLUMBO, alegando que na verdade, tinha acabado o pão na padaria da sua quadra. A influência do Filósofo junto aos Paias, no entanto, é notória para os pesquisadores sérios e de rocha. Em um capítulo maneiríssimo de ‘O 122 DO TEMPO’, Paredes faz alusões ao formato físico do DF MUNDIAL,conhecido hoje em dia como ‘O Grande GLOBO RETANGULAR’.
Os Paias afirmavam que o mundo era sinistro, mas de fato nunca chegaram a mencionar sua forma. NO ENTANTO, os Maneiros (Sucessores dos Paias no controle da Planície do Planalto) vieram com um papo de que o mundo que conheciam tinha a forma do Vacilo de quem se aventura pelo universo da paquera. ‘ Quem mexe com mulher não vai pra frente, assim foi o mundo se formando’, diziam as sagradas escrituras de maconheiro. Isto por si só já serve de evidência para a presença do filósofo na confeitaria COLUMBO e, mais ainda, na literatura do povo Paia. Em sua opus magna, Paredes atesta que o mundo tinha, na verdade, formato de LOMBRA. Mas notem este curioso trecho de ‘O 122 DO TEMPO’:
“ O mundo, em seu formato de lombra, é como a mulher: vacilas muito se achas que um dia não te deixarás na pior, a ser carregado pelos bródi. Por isso, um toque importante: use o Disque-Amizade, como faço sem vergonha”.
O conceito de Lombra, afinal, nunca foi perfeitamente explicado por filósofo algum, e isso permanecerá assim até A VOLTA DE RENATO, como pregam os autos espirituais. A estica do Mundo já foi deschavada graças ao grande paiaço Paredes, então fica de boa aí.

Monday, February 05, 2007

CELEBRITY PROFILE: MAGO MERLA

A contribuição do Mago Merla para a sociedade Defelina está presente no dia-a-dia de todo boyzinho, pivete, gata do Ceub, roqueiro das antigas, segurança do Gate’s, maconheiro do guapuruvu, repetente, Cigana do CAFIL, fã do Pink Floyd, EX-BATE-BOLA e maloqueiro do Setor Leste. Seus feitos são dignos dos mais efervescentes caôs e variações líricas de ‘Chora-Bananeira’. Não existe prova de vestibular ou professor de cursinho que não o mencione, de Asa a Asa.
É diante de tamanha relevância histórica que dedicaremos este post inteiramente a ele, listando obras, conquistas e até mesmo vacilos inesquecíveis:
- A criação da Merla de Latinha, hoje o maior produto de exportação do DF;
- Os incansáveis serviços nas manhãs do Ação Global do Plano Piloto como DESEMBAGULHADOR de catilangas (Uma espécie de EXTREME MAKEOVER arcaico com formão, cinzel, serrote e ESPADA que precedeu inclusive o ofício de DESEMBARGADOR DO GDF.)
- A fundação da FACOVA ( Faculdade de Ciências Ocultas do Vale do Amanhecer );
- A publicação de volumes clássicos como ‘Magia negra para neguinho do bem’, ‘Gorando a vida de Geral’ e ‘Como usar a astrologia para pegar umas gatas’, hoje à disposição dos pesquisadores na BIBLIOTECA DE ALEXÂNIA, também erguida por seus esforços altruístas( Nota do Editor: para quem não sabe, trata-se de uma banca de jornal localizada na avenida Brasília, de Alexânia (GO), na qual as revistas encalham e de lá jamais saem);
- As aulas do curso de MERLALINGUAGEM E MERLAFÍSICA no SENAC;
- A suposta solução para o Parodoxo de Paredes (N.E.: ‘como posso estar aqui e na pior ao mesmo tempo?’) , que infelizmente se perdeu durante o ‘Incêndio do Incenso’, tragédia traumatizante ocorrida na gibiteca do espaço cultural Renato Russo ao final da Era Rocânica. A tradição oral das trezentos, no entanto, mantém que a resposta para o Paradoxo seria ‘Vai ver se eu estou na esquina’, réplica que, mais tarde, faria parte do repertório de nervosinhos mundo afora. Atentem para a ironia de que este chavão filosófico foi desenvolvido em uma cidade na qual NÃO existem esquinas (N.E.: Brasília, burro).


A vida do Mago Merla, no entanto, não foi permeada só por vitórias e conquistas. Notem este trecho das memórias de Rafaraó III, o imperador patola do DF Egípcio, publicado no Diário Oficial do Supremo Tribunal Peitoral (N.E.: ainda hoje conhecida como a última academia de maromba da L2) :
“ Eis que em plena terça-feira, sem nada o que fazer, mandei que meus mensageiros fossem até a torre do Mago Noiado e ordenassem que este interrompesse a chuva. Voltavam depois, meus servos, com a aterradora notícia:
- aí galera, não é querendo deslombrar, mas o mago merla acabou de levar um megaton no astrolábio’
Já que ninguém ia sair mesmo, declarei luto oficial e bolei um chicletinho pra galera.”

Este momento inglório se deu por causa de um acalorado debate com o filósofo Mamutes, cujo tema era o último verso de ‘ Quando o sol bater na janela do seu quarto’: até hoje os acadêmicos discutem se RENATO diz ‘lembra e vê que o caminho é um só’ ou ‘lembra e vê que o caminho é o sol’. Mamutes apelou sinistro.

Saturday, October 14, 2006

Flora e Fauna do Cerrado Mafuzado

Durante UMA ERA, o biólogo, professor universitário e irmão canabista Buffalo Bio catalogou em seu livro “ A Galera Animal ” diversos espécimes da fauna do DF Medievelino. Acima de tudo, um tratado circunspecto e de rocha sobre a biodiversidade local, este volume também lança luz sobre a pitoresca interação do candango medieval com o meio ambiente. Abaixo transcrevemos as descrições científicas dos animais mais típicos que dão um rolé no livro:


AS ABELHAS PRODUTORAS DE MERLA – também conhecido como APIS MERLÍFERA, este curioso inseto se organizava em gangues e construía seus MOCÓS (análogos das colméias das abelhas caretas) nas pilastras que sustentavam os PILOTISES dos prédios da Asa Sul. Sua sociedade girava em torno da Abelha Baroa (que na língua das abelhas é o feminino de ‘barão’) e sobrevivia NA BASE DO NÊGO TRÁFICO. Para diferenciar as abelhas produtoras de BARATO das outras, os apicultores enfiavam a cabeça dentro das colméias e as passavam de mão em mão como em uma roda de tchose, até que alguém clamasse estar lombrado. Encontrado o produto, eles enviavam as colméias inteiras para serem repassadas na 109 Sul. Com o advento da LATINHA, nos primórdios do período rocânico, registrou-se um grande pico de produção e consumo da merla natural, já que anteriormente, o uso doméstico da especiaria era quase nulo: boa parte da população achava cabulosa demais a idéia de levar uma colméia cheia de abelhas maloqueiras pra casa.

Obs.: Hoje em dia as abelhas merlíferas disputam legalmente com os descendentes do Mago Merla a patente do produto. Muitos especialistas consideram esta atitude altamente vacilística e ingrata por parte das abelhas, já que ACREDITA-SE NAS INTERNAS que estas pegaram as manhas da produção de merla graças a um curso de duas semanas ministrado pelo grande mago no SENAC.

Obs.2.: Em um post vindouro discutiremos a influência das colméias de apis merlífera no planejamento residencial das octogonais.



OS PARDAIS DO EIXO – Uma praga no DF contemporâneo, os infames pardais do eixo se proliferaram por todo território defelino. A teoria mais aceita no que diz respeito a invasão deste destruidor de baratos remonta até o período rocânico, quando a esculhambação comia solta e os Mercadores de Artigos Sinistros viajavam até outras terras (provavelmente o Velho Goiás Velho ou o Antigo Goiás Velho das Antigas), trazendo fuleiragens para compensar a escassez de tchose que assolava o mundo de asa a asa. Algum mercador teria entrado numas de abrir uma gaiola com um casal de espécimes para mostrar sua nova aquisição a um bróder e os filhos da puta fugiram, causando mais tarde a irreversível infestação. Especula-se também, que os pardais seriam originários de Goiânia e tinham uma treta com um pombal na esplanada. Durante as supostas idas e vindas semanais para trocar um faite sinistro, os infelizes acabavam deixando espécimes errantes por todo o plano piloto, que por sua vez logo estaria craudeado de ninhos independentes.
O PARDAL DO EIXO é um pássaro extremamente anti-social e prego, chegando ao ponto de dedurar até mesmo a própria família. Graças a este comportamento haolístico, a grande maioria dos indivíduos da espécie vivem sós e sedentários jogando Play Station. Não à toa, os historiadores da UPIS acreditam que, seguindo o controverso exemplo do Mago Merla, Rodriguinho da oito teria treinado pardal por pardal na arte da cagoetagem, a princípio para entregar a galera que fumava um tchose no campinho atrás do CAN sem ter que se comprometer com a rapeize (depois deste ter sido expulso do colégio por ter se recusado a interpretar Dado Villa-Lobos na reencenação do clipe de ‘Perfeição’ durante a semana cultural). Mais tarde, este hábito teria se tornado um ritual de acasalamento, escapando então, ao controle do próprio rodriguinho, que ironicamente acabou tomando altas multas por exceder a velocidade permitida pelo seu famoso cavalo Xarope.

O tom solene com que nos referimos a este bicho-ruim se justifica pelos textos do próprio São Vacilão, nos quais GORA o futuro do homem defelino:
“ (...) Chegará um dia em que, quando fordes pagardes um barro quente, olharás para o alto, e verás um pardal do eixo empuleirado em seu banheiro. A multa já sairá no papel higiênico.”


O MACACO DO TRUC’S – Talvez o mais popular entre os animais nativos do DF, este símio aparentemente gente fina fazia um bico como mascote de uma gangue da 109 sul chamada OS NARGÓTICOS. Em extinção nos dias atuais, este saudoso primata não apresentava a pelagem avermelhada como é retratada nas ESCRITURAS SALGADAS: tendo os Nargóticos adotado o paletó dos garçons do Beirute (o maior símbolo do desenvolvimento sócio-econômico da 109) como uniforme, o mascote naturalmente começou a usá-lo também. Mesmo sabendo que a cor do paletó é na verdade VINHO PODRE, os gravadores medievais resolveram por bem ilustrar o macaco de peita vermelha pois nas antigas só existia spray nas cores vermelha, preta, amarelo pakalolo e prata estilo Ford Ka.

AS GATAS DO CIRCULAR - Também conhecidas como ‘AS FILÉS DO GRANDE’ este outrora raro animal é o motivo pelo qual muito maconheiro inexplicavelmente sai de casa às cinco da tarde, hora em que obviamente deveria estar dormindo. Por falar nisso, peraê rapidão...
Alt + f4

Tuesday, July 18, 2006

O COMETA HAOLE É GENTE FINA, MAS VACILA

Haole(adj. e subs. unissex): pessoa amoral, desprovida de código ético e/ou estético. Mais para vacilão do que para gente fina. Quase um prego, mas nem tanto.


O pânico tomava conta dos defelinos no crepúsculo da era pré-rocânica (também conhecida como período deprecêntrico), pois o COMETA HAOLE ameaçava voltar, levando o tchose de todos e derrubando altas cercas de parquinho. Da primeira vez que torou os céus neuróticos do DF, o tchose da rapeize simplesmente desapareceu. Deu-se então a PRIMEIRA GRANDE FISSA, também conhecida como ‘A GRANDE SECA’ e ‘A GRANDE SACA’, assim como ‘A GRANDE, SACA?’, na qual um terço da população resolveu parar de fumar devido ao teor dramático da escassez. Esta devastadora crise esculhambou a sociedade de tal maneira que ainda hoje seus efeitos são sensíveis: devido à Grande Seca, houve um aumento craudeante na freqüência letiva dos alunos da UnB, o que revoltou o corpo docente e deu início à PRIMEIRA GRANDE GREVE de professores da UnB de toda a humanidade. Muitos medievos aproveitaram este cenário de férias esculhambativas para viajar e tocar a zona. Numa dessas, viriam a descobrir Alexânia e outras cidades do entorno, o que confirmava a teoria de que o DF era redondo. No entanto, a mais devastadora conseqüência da GRANDE SECA certamente foi o surgimento de novas ESPECIARIAS LOMBRATIVAS. Conta a lenda que o célebre MAGO MERLA, na fissa, se pôs a trabalhar em seu laboratório (hoje conhecido como ‘laboratório de física do colégio Santo Ântonio’) e criou uma pasta fumável que resolveu chamar de MERLIN , seu apelido de infância (corruptela de merlinho. Pronuncia-se ‘merlím’) .O nome acabou perecendo, pois o Mago foi ameaçado pelo GDF MEDIEVAL(na época apenas um grupo de RPG), que clamava pela marca. Para evitar um banho de sangue, Merla cedeu seu próprio nome para a fantástica descoberta.

Eis que surge a merla e o bicho pega.